sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quatro estados concentram produção de biodiesel no pais

A produção de biodiesel pelos quatro estados considerados maiores produtores nacionais somou 5,86 bilhões de litros entre 2008 e 2011, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Juntos, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo concentram 82% da produção do biocombustível. A oferta de matéria-prima disponibilizada para a fabricação do item colaborou para tornar a produção centralizada no país, aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Somente nos quatro estados, a produção de soja - uma das principais fontes para o biodiesel - supera a casa de 40 milhões de toneladas. "A concentração já era esperada pela soja, como em Mato Grosso, estado que mais produz [a oleaginosa]. Não é surpresa. Surpresa é o fato de não se ter desenvolvido matéria-prima que ganhasse mercado, como na agricultura familiar", alertou Gesmar Santos, técnico em Planejamento e Pesquisa do Ipea.
Os custos de produção para fabricar o biodiesel ainda são considerados desafios a serem superados. "Como na indústria, quem pode produzir vai adiante. Mas é difícil. Para isso, é preciso ter incentivo como no futuro a entrada de novas matérias-primas, dispêndio econômico, tributação isentada", acrescentou ainda o técnico do Ipea.
No país, o governo argumenta estar reduzindo as alíquotas de tributos (Cide, IPI, Pis/Pasep, Cofins) e disponibilizado crédito com menor custo financeiro aos produtores, além de subsídios que cobrem o custo mais alto do biocombustível em relação ao diesel, para estimular a produção de biodiesel.
Mas para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, atualmente a 'conta não tem fechado' quando o assunto em pauta é fomentar a produção do biocombustível. Segundo ele, os custos estão maiores para transformar, por exemplo, a soja em biodiesel do que em relação ao próprio óleo utilizado no consumo humano.
O cenário tem desestimulado o produtor a investir nesta nova vertente econômica. "A conta não fecha. Não é vantagem trabalhar [com o biocombustível]. É preciso achar outra forma de matéria-prima", destacou Prado, em entrevista a o G1.
Desafio
Se para a agricultura empresarial a produção de biodiesel já se mostra um desafio, o pesquisador do Ipea destaca que é preciso 'redesenhar' o sistema produtivo do biocombustível e fomentar também outras cadeias, como a da agricultura familiar. Nos dias atuais, somente 1% de toda matéria-prima usada para a fabricação advém da agriculutura familiar.
"Para a agricultura familiar ter renda com a produção de biodiesel não é preciso que produza 30% da matéria-prima. Se produzir 15% com diversificação, com incentivos é possível. Mas a mesma agricultura tem problemas adicionais, como a quantidade de terras disponíveis que é pequena. Há a baixa capacitação", finalizou o pesquisador do Instituto.
Leandro J. Nascimento

Fonte: http://www.biodieselbr.com/noticias/usinas/producao/quatro-estados-concentram-producao-biodiesel-100412.htm

sexta-feira, 23 de março de 2012

O uso de biocombustíveis em aviões

Representantes da FAPESP, Boeing e Embraer participaram nos dias 29 de fevereiro e 1º de março na sede da Fundação, em São Paulo, de uma reunião preparativa para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições.

O acordo entre as instituições, assinado em outubro de 2011, prevê a construção no Estado de São Paulo de um centro de pesquisa focado no desenvolvimento de biocombustível sustentável para aviação, que será baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, voltados para desenvolver pesquisas na fronteira do conhecimento.
De modo a criar o centro, inicialmente será realizado um estudo, com duração prevista entre 9 e 12 meses, para o levantamento das possibilidades e dos principais desafios sociais, econômicos, científicos e tecnológicos de diferentes rotas tecnológicas para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação no Brasil e para definir os investimentos que deverão ser realizados pelos participantes do projeto.
O estudo será orientado por uma série de oito workshops públicos a serem realizados ao longo de 2012 para coleta de dados. As informações serão fornecidas por diferentes integrantes da cadeia produtiva de biocombustíveis e por um Conselho Consultivo Estratégico.
O Conselho será composto por empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, pesquisadores e representantes do governo, entre outros atores, que poderão exercer um importante papel tanto na implantação como na regulação dessa nova indústria. Em uma fase final do estudo, a FAPESP lançará uma chamada especial de propostas para o estabelecimento do Centro.
Além dos representantes da FAPESP, Boeing e Embraer, participaram do encontro organizativo representantes de empresas que irão colaborar e participar ativamente do projeto, incluindo seu financiamento.
Durante a reunião, os participantes definiram a realização do primeiro workshop, que está previsto para ocorrer nos dias 25 e 26 de abril na sede da FAPESP.
Os demais workshops deverão ocorrer em Piracicaba, Campinas, Brasília e São José dos Campos, em instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Estamos terminando a etapa de planejamento do projeto, decidindo questões metodológicas, orçamentárias e contratuais, para darmos início aos workshops”, disse Luís Augusto Barbosa Cortez, coordenador-adjunto de Programas Especiais da FAPESP à Agência FAPESP.
O pesquisador é um dos coordenadores do projeto, juntamente com Francisco Emilio Baccaro Nigro, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
Na opinião de Cortez, os maiores desafios para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação estão ligados à questão da sustentabilidade. “Os maiores problemas estão mais na produção e conversão da biomassa”, afirmou.
“Será preciso produzir esses biocombustíveis a um custo competitivo e com sustentabilidade socioambiental, utilizando os recursos agrícolas racionalmente e de forma a melhorar as condições de vida das pessoas envolvidas com essa atividade”, disse.
Já na parte tecnológica, o maior desafio dos pesquisadores será desenvolver um biocombustível com as especificações do querosene utilizado atualmente na aviação e que possa substituí-lo, sem a necessidade de realizar modificações nas turbinas das aeronaves, que seguem um padrão internacional.
Matérias-primas e tecnologias
Até agora, as experiências no Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis, incluindo para fins automotivo e para aviação agrícola, por exemplo, foram por meio da adaptação do motor ao combustível.
No caso do biocombustível para aviação comercial, de acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, será preciso inverter essa ordem, adaptando o biocombustível ao motor. Entretanto, na avaliação de Cortez, esse desafio ainda é “menor” dos que os ligados à questão agrícola.
“Essa questão técnica de chegar a um ajuste fino de um biocombustível que possa substituir o querosene na aviação comercial não é tão crítico como os da produção e conversão da biomassa”, avaliou.
Segundo Cortez, diferentes matérias-primas – além da cana-de-açúcar – e diversas rotas tecnológicas serão estudadas durante o projeto para se chegar a um biocombustível que substitua o querosene na aviação comercial.
“Não seremos refém de apenas uma rota tecnológica. A ideia do projeto é ter várias possibilidades, porque cada região no mundo tem sua própria vocação agrícola, que está atrelada a diferentes processos”, disse.
Fonte: Elton Alisson 

Oficina de Biodiesel - Encontro 2 - Grupo Picada Café

No dia 16 de março, foi realizado o segundo encontro do grupo de estudantes da cidade de Picada Café. Nesse encontro, os alunos realizaram as atividades previstas no cronograma da oficina, como obter o biodiesel a partir da transesterificação do óleo de soja em meio alcalino. Também, foi apresentado aos participantes a extração do óleo da semente de nabo forrageiro através de Soxhlet.












quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Agricultura familiar fatura R$ 1,4 bi em oleaginosas para biodiesel

O Programa Nacional de Uso e Produção do Biodiesel (PNPB) fecha 2011 com números expressivos para a agricultura familiar. A estimativa é de que o ano termine com R$ 1,4 bilhão em faturamento da agricultura familiar em vendas de oleaginosas para as usinas de biodiesel. 

O valor representa um crescimento de 32% em relação ao ano de 2010 (com faturamento de R$ 1,058 bilhão). A aquisição de matéria prima do combustível (grãos e óleos) atingiu R$ 1,15 bilhão nos três primeiros trimestres deste ano.

Fonte: Assessoria MDA. http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/agricultura-familiar-fatura-r1-bi-oleaginosas-biodiesel-231211.htm 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oficina de Biodiesel - Encontros 3 e 4


Trago hoje alguns momentos dos participantes da Oficina de Biodiesel durante os encontros 3 e 4. Nesses encontros os alunos desenvolveram as atividades de analisar o biodiesel obtido no encontro 2 química e fisicamente. Foram analisados o teor de sabão, acidez, a viscosidade relativa e a emissão de gases durante a combustão do biodiesel. 
 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Oficina de Biodiesel - Encontro 2 - Grupo 3

Como está apresentado no Cronograma da Oficina de Biodiesel, o projeto é estruturado com 4 encontros por grupo que participa da Oficina. Durante o encontro 2 do grupo 3, foram registrados alguns momentos dos participantes, onde os alunos obtiveram o biodiesel através da reação de transesterificação, e também, realizaram a extração do óleo da semente de nabo forrageiro com a utilização de solvente.
 


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Embrapa e Ubrabio estabelecem acordo para pesquisas sobre biodiesel

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) assinaram um termo de cooperação, ontem, em Brasília (DF). Com duração de cinco anos, o acordo prevê a colaboração entre as entidades em pesquisas e programas de desenvolvimento do biodiesel. As ações poderão incluir estudos sobre matérias-primas de origem agropecuária, bem como processos industriais e aproveitamento de resíduos e coprodutos. O acordo também permite a cooperação para viabilizar a aplicação prática do conhecimento técnico-científico que vier a ser gerado. 
 
Representantes das duas entidades apontaram a iniciativa como um instrumento de aproximação entre o setor produtivo e a pesquisa energética. Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, o convênio será uma ferramenta para identificar os gargalos do setor produtivo em que a pesquisa precisa atuar. O documento vai ao encontro do esforço da instituição para estreitar suas relações com a iniciativa privada. “A Embrapa é conhecida pela tecnologia que gera e, às vezes, as pessoas não se dão conta do nosso trabalho de gestão”, comentou Arraes, referindo-se às ações de coordenação de esforços e articulação de parcerias da instituição. 
O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, lembrou que, nos últimos anos, a produção de biodiesel teve impacto econômico e social no Brasil. Dados de um estudo realizado pela própria Ubrabio e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que, de 2005 a 2010, a cadeia produtiva do biodiesel gerou 1,3 milhão de empregos. Embora apenas 20% do volume de matérias-primas venha da agricultura familiar, já há 103 mil famílias fornecendo grãos para as usinas. Além disso, o biodiesel contribui para a redução da poluição do ar nas grandes cidades. Ainda de acordo com o estudo Ubrabio/FGV, a adição de 10% de biodiesel ao diesel comum evitou 1321 internações e 188 mortes só na cidade de São Paulo, em 2007. “Temos que discutir com os diferentes representantes da sociedade quais eixos da atividade têm que ser desenvolvidos para que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel extrapole o estágio atual e continue gerando benefícios para o País”, afirmou o presidente da Ubrabio. 
O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior, contou que as entidades já estão agendando reuniões para o início de 2012, para definir ações prioritárias e conjuntamente buscar recursos para viabilizá-las. Ele espera que o apoio da Ubrabio desde a etapa inicial dos projetos dê-lhes maior chance de resolver os problemas do setor produtivo. 
Na opinião do diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, uma das frentes em que a entidade pode colaborar é exatamente na transferência de conhecimentos. “Muitas tecnologias já estão desenvolvidas, mas ainda não estão disponíveis no campo”, afirmou. Ferrés, da Ubrabio, disse que a estrutura da entidade e de suas empresas associadas, assim como a da Embrapa, pode ser usada para difundir conhecimento, principalmente para as regiões brasileiras mais distantes ou menos desenvolvidas.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=48391 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Biodiesel no supermercado


O Carrefour, em parceria com o Cargill, lançou nesta quarta-feira (7/12) um projeto de captação de óleo vegetal usado e posterior transformação em biodiesel nas nove lojas do supermercado na região metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa é um extensão do projeto desenvolvido em São Paulo, que já resultou no recolhimento e transformação em B100 de aproximadamente 211 mil litros de óleo vegetal utilizado em frituras. 
 
O óleo coletado nas lojas do Carrefour pela Cargill é transportado para a companhia SOS Óleo vegetal e transformado em B100 e glicerina. A empresa pode então vender o biocombustível a preços mais acessíveis para outras empresas e cooperativas.
A companhia SOS não tem nenhum custo na aquisição do óleo, mas deve arcar com os gastos de logística e na transformação propriamente dita em biodiesel. A companhia utiliza para isso a tecnologia criada pela gaúcha Biotechnos, responsável pela idealização e montagem de mini usinas móveis de biodiesel capazes de processar entre 500 e 1.000 litros de óleo a cada oito horas. 
O Carrefour pretende expandir o projeto para as lojas de Minas Gerais até o primeiro trimestre de 2012 e até o resto do país, no final no próximo ano. O projeto foi arquitetado pelo Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (Prove), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente. 

Fonte: http://www.energiahoje.com.br/online/biocombustiveis/biodiesel/2011/12/07/443917/biodiesel-no-supermercado.html 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Empresa baiana lança nova variedade de mamona

O cultivo da mamona é uma das alternativas mais estáveis para o sistema produtivo dos agricultores familiares do semiárido baiano. Com o intuito de fortalecer esse cenário, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), vinculada a Secretaria da Agricultura (Seagri), lançou uma nova variedade de mamona, a EBDA MPA 34, recomendada para agricultura familiar. 
A nova cultivar, desenvolvida por pesquisadores e técnicos da EBDA, chega a ser 20% mais produtiva do que outras variedades similares, como a Nordestina e a Paraguaçu. A EBDA MPA 34 também é totalmente adaptada ao clima do semiárido baiano e possui um fácil manejo, pois, apesar de ser de porte alto, os cachos ficam ao alcance das mãos na época da colheita. 
O coordenador do programa de biodiesel da EBDA, Valfredo Vilela, explica que experimentos de campo desenvolvidos entre 2009 e 2010 por técnicos da Empresa, em parceria com agricultores familiares, apontam diversos diferenciais positivos na EBDA MPA 34.
– A cultivar apresenta um alto grau de esgalhamento precoce: enquanto as similares levam cerca de 48 dias para começar a criar galhos, a MPA 34 esgalha com apenas 15 dias – ressalta o técnico. Ele aponta também que a nova variedade é semideiscente, o que significa que o fruto não abre no campo, mas tem facilidade em abrir no beneficiamento, uma característica considerada ideal para a mamona. 
O técnico ainda explica que a nova variedade está sendo recomendada para agricultores de toda região do semiárido baiano e norte de Minas Gerais, especialmente para a região de Irecê, na Bahia, pólo produtor da oleaginosa. 
– A indicação é que os agricultores plantem a EBDA MPA 34 em consórcio com milho e feijão, para garantir a segurança alimentar e um menor desgaste dos recursos ambientais – explica Vilela. 
Segundo o coordenador do Programa Semeando na EBDA, Edson Alva, já estão sendo produzidas sementes da nova variedade de oleaginosa na região de Irecê. 
– As sementes serão distribuídas já na próxima safra, em 2012. A estimativa é de que 15 toneladas de sementes sejam direcionadas para os agricultores familiares – ressalta Alva.

Fonte: http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/empresa-variedade-mamona-051211.htm 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Biodiesel: usina da Petrobras bate recorde de produção

A Usina de Biodiesel de Candeias (BA), principal unidade do parque produtor de biodiesel da Petrobras Biocombustível, registrou em novembro um novo recorde mensal, com 13,86 milhões de litros de biodiesel. O recorde anterior é de março passado, quando foram produzidos 10,63 milhões de litros.
 
A unidade também registrou novo recorde diário, com a produção de 570 mil litros em 26 de novembro. "O último recorde diário ocorreu em 1º de outubro, com 565 mil litros produzidos em um único dia", destacou a companhia em nota.
De acordo com a Petrobras, a unidade começou a operar com capacidade de produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano, oferta  elevada para 217,2 milhões de litros do biocombustível por ano após ajustes nos processos e obras de duplicação. Entre usinas próprias e unidades em parceria, a Petrobras Biocombustível tem capacidade total para produzir aproximadamente 700 milhões de litros por ano.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5929798/biodiesel-usina-da-petrobras-bate-recorde-de-producao.aspx 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Programa da Afubra recolhe mais de 59 mil litros de óleo em 2011

Cinquenta e nove mil trezentos e cinco litros de óleo saturado com destino correto. Este é o saldo de 2011 do trabalho do Programa de Coleta de Óleo Saturado, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). Iniciado em 2009, atualmente abrange 69 municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, num total de 401 escolas, 121.015 alunos e 14.343 professores e servidores. O volume total de óleo coletado nestes anos de programa é de 120.980 litros. 
 
A sistemática do trabalho que a Afubra mantém em parceria com escolas e entidades é a seguinte: a escola coleta o óleo, faz a primeira filtragem e depois a entrega na filial da Afubra onde está cadastrada. A filial envia o óleo para o Parque da Expoagro Afubra, em Rio Pardo/RS, onde está instalada a Usina de Bioenergia. Lá, o óleo saturado é transformado em biodiesel, usado em veículos da Afubra. As garrafas pet onde o óleo vem armazenado são doadas para uma usina de reciclagem de Santa Cruz do Sul e a glicerina usada em projetos e pesquisa que estudam a sua melhor forma de uso. 
Como forma de incentivo, todo óleo enviado para a Afubra resulta num bônus de R$ 0,50 por litro, que pode ser trocado por mercadorias nas lojas da Agro-Comercial Afubra. “Mas o maior prêmio é a preservação do meio ambiente e a conscientização dos alunos, professores e comunidade escolar e em geral da necessidade do descarte correto do óleo que, se jogado na natureza, causa danos irreparáveis”, enfatiza Adalberto Sidnei Huve, gerente dos Assuntos Ambientais e coordenador geral do Projeto Verde é Vida. 
Para 2012, a sistemática do recolhimento irá sofrer algumas mudanças. Até este ano, os números são contabilizados do fim de outubro de um ano até o do ano seguinte, quando a premiação é entregue. A partir de 2012, a coleta será dentro do ano, ou seja, de janeiro e dezembro, com a entrega dos cheques no início do ano letivo subsequente. “Acreditamos que essa nova forma de trabalho será mais tranquila tanto para as escolas como para a nossa equipe que faz o controle do óleo recebido”, explica Marco Antonio Dornelles, gerente de Assuntos Corporativos, ao salientar que o programa só tem esse sucesso pela dedicação de alunos, professores, servidores, pais e comunidade em geral. 

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uso de biocombustível em aviões provoca polêmica no México

A indústria da aviação do México está começando a usar biocombustíveis em seus tanques. Aviões da AeroMexico que fazem a rota entre a Costa Rica e a capital mexicana já usam uma mistura de combustíveis fósseis e outros à base de mamona. 
 
O esforço é uma tentativa de antecipar o setor à escassez dos combustíveis fósseis prevista para as próximas décadas e de tornar a indústria mais ecológica. 
No Estado de Chiapas, no sul do país, agricultores receberam estímulo do governo local para produzir a mamona usada como biocombustível. Eles afirmam que concretizar o projeto tem sido um desafio. Chiapas é uma das regiões mais pobres do México. 
Para alguns ambientalistas, no entanto, a alternativa usada pela indústria da aviação do México não é a mais ecológica. Eles reclamam que grande parte da água que poderia ser usada em lavouras de alimentos está sendo usada agora para produção da mamona, que não é comestível. No longo prazo, isso encareceria os preços dos alimentos e aumentaria a fome, segundo eles.

Fonte: BBC Brasil - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/biocombustivel-avioes-polemica-mexico-291111.htm 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nanopartículas de biodiesel vão dos pulmões para o fígado

O biodiesel emite menos gases de efeito estufa, o que pode ser bom para o meio ambiente. Mas ele emite também nanopartículas de óxido de cério, o que pode ser muito ruim para a sua saúde.
Cientistas da Universidade Marshall (EUA) monitoraram a inalação dessas nanopartículas e descobriram que elas não ficam só nos pulmões, elas viajam até o fígado. E, segundo a equipe do Dr. Eric Blough, esse processo está associado a danos no fígado.
Nanopartículas de óxido de cério
O óxido de cério é usado como aditivo no biodiesel para aumentar sua eficiência nos motores e diminuir a emissão de poluentes - mas o próprio cério é despejado na atmosfera.
O estudo mostrou um aumento na concentração de cério no fígado de animais expostos às nanopartículas - quanto maior a inalação de fumaça, maior é a concentração do metal no fígado.
O aumento do metal no fígado está associado com o aumento de enzimas do fígado em circulação no sangue e dados histológicos consistentes com danos ao órgão.
O estudo também acende um sinal amarelo para outros usos das nanopartículas de óxido de cério.
Experimentos em laboratório mostraram que elas podem ter comportamentos similares aos antioxidantes o que levou alguns pesquisadores a sugerirem que elas possam ser úteis para o tratamento de doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e danos aos tecidos induzidos pela radiação.
Nanotoxicidade
"Dado o uso crescente de nanomateriais na indústria e nos produtos que compramos, é cada vez mais importante entendermos se essas substâncias podem ser danosas à saúde," disse o Dr. Blough.
Segundo o Dr. Siva Nalabotu, coordenador do estudo, isso é ainda mais importante quando se considera os efeitos potenciais dos nanomateriais sobre as funções celulares, algo que ainda não se compreende bem.
Estas pesquisas compreendem um ramo ainda emergente de pesquisas, conhecidas como nanotoxicidade.

Fonte: Diário da Saúde - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/nanoparticulas-pulmoes-figado-281111.htm 

domingo, 27 de novembro de 2011

Em cinco anos, venda de matéria-prima da agricultura familiar para produção de biodiesel aumenta 17 vezes


As compras pelas usinas de biodiesel de matéria prima da agricultura familiar no primeiro semestre deste ano somaram R$ 859 milhões. Até o final do ano, as vendas podem chegar a R$ 1,2 bilhão, 13% mais do que em 2010, quando o mercado deu um salto de 56% em relação a 2009: de R$ 677,34 milhões para R$ 1,058 bilhão. Se comparado com os R$ 68,57 milhões de 2006, o crescimento é de 17 vezes. 
De acordo com o coordenador de Biocombustiveis da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Antônio Viana Leite, a consolidação da participação da agricultura familiar ocorre simultaneamente ao aumento do cooperativismo motivado pela demanda gerada pelas usinas. O número de cooperativas do Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel passou de quatro, em 2006, para as atuais 70.  
O Selo Combustível Social ocupa o espaço de outros fornecedores, pois as vendas crescem ano a ano mesmo sem um aumento da mistura com o derivado de petróleo, que continua em 5%. “Não há perspectiva de passar a 6% ainda, pois está sendo feito um trabalho de consolidar o Selo Social nos leilões antes de expandir o programa”, afirma Leite.  

Palma - Leite prevê que um salto será dado por volta de 2014, quando cerca de dois mil produtores entregarão as primeiras safras de óleo de palma (dendê), que estão sendo plantadas agora com apoio do programa. As palmeiras levam três anos para começar a produzir e há outros usos para óleo, principalmente como alimento, que terão prioridade sobre o combustível. 
A palma é a oleaginosa de maior produtividade de bioenergia, com um rendimento de 4 a 6 toneladas de óleo por hectare plantado. O incentivo está sendo oferecido para o plantio de 10 hectares por propriedade, nas regiões previstas pelo zoneamento da palma, sem derrubar mata nativa para a expansão da lavoura. 

Mamona - As compras de mamona, em sua maioria no Nordeste e Semiárido, passaram de R$ 5,1 milhões em 2008 (1,8% do total) para R$ 26,7 milhões em 2009 (3,8% do total) e para R$ 46,3 em 2010 (4,4% do total). Do total da área produzida de mamona no Brasil em 2010, quase 50% foi da agricultura familiar participante do programa.

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=79059 

sábado, 26 de novembro de 2011

Empresa vai transformar óleo alimentar em biodiesel


Uma empresa privada vai instalar no concelho de Amarante uma rede com 50 pontos de recolha de óleo alimentar usado para posterior transformação em biodiesel, anuncia hoje fonte da autarquia local.
 
Até ao final de Dezembro, no âmbito de um protocolo celebrado com a câmara, será disponibilizada à população cerca de meia centena de pontos de recolha, uma dezena dos quais junto a ecopontos.
Só na sede do concelho serão instalados oito equipamentos, designados pela empresa como "oleões", preparados para a recolha do óleo usado. No segundo polo urbano do concelho, Vila Meã, haverá dois equipamentos, em concreto nas freguesias de Real e Ataíde.
Segundo a fonte, "a deposição do óleo deverá ser feita numa garrafa de plástico devidamente fechada para evitar derrames".
Nos caso dos restaurantes que tenham uma grande capacidade de gerar óleos alimentares usados, os interessados podem utilizar recipientes de maior capacidade, podendo ser deixados nas instalações dos serviços urbanos da autarquia.
Cerca de mil litros de óleo alimentar podem gerar mais de 900 litros de biodiesel. Este tipo de combustível, segundo a empresa, apresenta índices de emissão de dióxido de carbono mais baixos do que o gasóleo.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2137565  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

No mercado da soja, o ano de 2011 vai deixar saudades


O ano de 2011 está indo embora com um cheiro de nostalgia no ar. Afinal, foi na colheita deste ano que o Brasil bateu o recorde mundial de produtividade média de soja, ao produzir 51,9 sacas de 60 quilos por hectare.
 
E como neste ano o preço médio de comercialização superou a marca de R$ 40 por saca na maioria das praças, chegando a R$ 50 no Sul do país, os produtores alcançaram uma das melhores rentabilidades da história.
Mas 2011 está terminando repleto de nuvens escuras no céu. Além de os preços da soja no mercado brasileiro continuarem caindo em plena entressafra -e dando sinais de que podem se aproximar dos menores valores do ano, registrados em abril-, eles acenam para lucratividade menor em 2012.
Diversos motivos apontam para a possibilidade de um 2012 menos lucrativo. O primeiro e mais importante é o mercado financeiro mundial.
Com a crise da dívida de países europeus e o enfraquecimento do euro, investidores migram para o dólar e tiram sustentação das commodities, num movimento oposto ao observado a partir do início de 2009.
Os fundos de investimento, que comandam grande parte da tendência do mercado desde o início da financeirização das commodities, ocorrida em meados da década passada, registravam, na última semana, a menor posição comprada desde março de 2009, com contratos equivalentes a 17 milhões de toneladas na Bolsa de Chicago.
Há pouco menos de cem dias, quando as cotações da soja superavam US$ 14 por bushel (27,2 quilos), eles tinham 40 milhões de toneladas. A queda foi resultado da aversão ao risco inspirada pela crise europeia.
Os fundamentos de oferta e de demanda também não ajudam. Pelo lado do consumo, o ritmo das exportações de soja dos EUA, que acabam de terminar a colheita e têm grande volume a comercializar, continua muito devagar.
Os negócios fechados nos dois primeiros meses da temporada comercial 2011/12, iniciada em setembro, não chegam a somar 20 milhões de toneladas, ante 30,7 milhões há um ano. A China, que até o mesmo período de 2010 já tinha comprado 19,1 milhões de toneladas, agora tem apenas 13,8 milhões comprados.
Pelo lado da oferta, o plantio caminha a passos largos na América do Sul, o que também dificulta o avanço das cotações, ainda mais levando-se em conta que o continente está aumentando a área cultivada com soja.
Para a saudade de 2011 ser completa, só falta o La Niña resultar em estiagem e quebra de safra no Sul do Brasil e na Argentina. Na safra passada, apesar do temor inspirado pelo fenômeno, as condições climáticas só ajudaram as lavouras.
FERNANDO MURARO JR. é engenheiro-agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas.

Fonte: Folha de São Paulo - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/mercado-soja-2011-saudades-221111.htm 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Biodiesel: ganhos ambientais, emprego e renda

Em 2010, o Brasil possuía uma frota de mais de 64 milhões de veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Desse total, cerca de 10,7 milhões eram movidos a diesel.
 
Desde o ano passado, 5% da mistura do combustível passou a ser composta também pelo biodiesel, produzido a partir do óleo de grãos e oleaginosas como a soja, a canola e até de gordura animal.
De olho no potencial do setor, muitas empresas vêm investindo na pesquisa e produção do biodiesel. Com isso, o Brasil deu um salto e tanto no segmento, passando de uma produção quase zero em 2005, para se tornar o segundo maior produtor de biodiesel em 2010 e o maior consumidor mundial. 
“Neste ano, devemos ultrapassar a Alemanha e nos tornarmos os primeiros em produção”, disse Manoel Teixeira Souza Júnior, chefe-geral da Embrapa Agroenergia, durante a Conferência Internacional do Biodiesel, que aconteceu no último dia 18 em São Paulo (SP). Ele explicou que hoje, 80% do biodiesel feito no Brasil provém do óleo de soja. “Mas algumas outras matérias-primas já vem sendo pesquisadas, como a macaúba e o pinhão manso”, disse.
Apesar dos estudos, Souza Júnior explicou que essas culturas ainda precisam ser melhor pesquisadas a fim de aproveitar ao máximo os potenciais produtivos de cada uma. “Já estamos trabalhando com o melhoramento de sementes, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.” Com isso, a previsão do pesquisador é de que “a soja continue sendo a estrela da produção de biodiesel na próxima década”.
Diante da preocupação de alguns participantes do evento em existir competição entre a produção de alimentos e de biodiesel, Andre Faaj, da universidade de Utrecht, na Holanda, explicou que ambas têm seus espaços resguardados, já que “o biodiesel é um subproduto da cadeia produtiva da soja e outros produtos, não toma o lugar dos grãos produzidos para alimentação humana”. 
Exportações
Além de buscar novas matérias-primas, um dos desafios do Brasil está no mercado externo. Pelo menos é o que pensa Ricardo Borges Gomide, coordenador geral de desenvolvimento da produção e do mercado de combustíveis do Ministério de Minas e Energia. “Hoje nossa capacidade produtiva equivale ao dobro da demanda. Estamos no B5 (5% de biodiesel na mistura do diesel) e ainda não exportamos.” 
Ele explicou que a demanda do mercado interno cresceu 270% nos últimos anos enquanto a ociosidade da indústria continua em 50%, graças aos investimentos das empresas em infraestrutura. Para ele, investir no biodiesel é também estimular o desenvolvimento da agricultura familiar, já que muitas matérias-primas são cultivadas por pequenos produtores rurais. Julio Minelli, da Aprobio, calcula que com a capacidade ociosa da indústria do biodiesel, já é possível chegar a 10% (B10) na mistura com o diesel.
Selo Combustível Social
Criado pelo governo federal, o Selo de Combustível Social é dado a empresas que desenvolvem trabalhos que estimulam o desenvolvimento regional e promovem a inclusão social. Segundo Gomide, em 2010, 100 mil famílias participavam da cadeia produtiva do biodiesel. “Cerca de 80% da capacidade instalada para produção de biodiesel no Brasil tem o selo social”, explicou. Essa iniciativa faz parte do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB).
Assim, desde 2008, a Petrobrás Biocombustível trabalha com 64 mil famílias de agricultores, que recebem orientação, consultoria de gestão e manejo e até as sementes para o plantio. “Investir na cadeia do biodiesel é uma grande oportunidade para o desenvolvimento do Brasil, tanto de novas tecnologias, de logística, de sustentabilidade e renda para quem está no campo”, disse João Augusto Paiva, gerente geral da empresa.
A Vale começou a investir na produção de biodiesel para consumo próprio no Pará. Até 2014, a primeira planta de biodiesel da companhia estará a pleno vapor. A mineradora tem parceria com cerca de 2 mil famílias que plantam a palma, com orientação e respaldo da empresa. 
Segundo Ivo Lourenço Fouto, diretor de pesquisa e bioenergia da Vale, durante os 25 anos previstos para a duração do projeto, a empresa estima contribuir com a redução de 12 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera com o uso do biodiesel. “Queremos ter uma matriz energética verde, que signifique redução do impacto ambiental de nossas atividades e desenvolvimento econômico para os pequenos produtores”, disse.
Mineli, da Aprobio, explica que por meio do PNPB, já foram gerados cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. “Além disso, o biodiesel tem redução de 50% nas emissões de poluentes, quando comparado ao diesel de combustível fóssil”, afirmou.
Ele estima que quando a mistura de biodiesel chegar a 20%, o Brasil beneficiará cerca de 500 mil famílias que vivem da agricultura. “Investir nessa produção também significa reduzir em 200 mil as internações e em 11 mil as mortes por ano no País, causadas por poluentes no ar. É também uma questão de saúde pública.”
Juliana Ribeiro
Fonte:  Sou Agro - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/biodiesel-ganhos-ambientais-emprego-renda-221111.htm

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Efeitos do biodiesel em peixes

O biodiesel, embora seja menos poluente do que o diesel de petróleo – emite menor quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera –, também pode causar impactos significativos na biota marinha, dependendo da espécie atingida. Isso porque sua formulação possui elementos naturais que poderiam facilitar a absorção de substâncias tóxicas pelos animais.
 
É o que indica o estudo "(BIOEN-FAPESP) Petrodiesel vs Biodiesel: a comparative study on their toxic effects in nile tilapia and armoured catfishes", realizado pelo grupo do professor Eduardo Alves de Almeida no Departamento de Química e Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São José do Rio Preto (SP).

O biodiesel é um combustível derivado de fontes renováveis como óleos vegetais – entre os quais mamona, dendê, girassol, babaçu, soja e algodão – ou de gorduras animais que, estimulados por um catalisador, reagem, principalmente com o metanol, gerando ésteres metílicos dos ácidos graxos presentes nesses óleos.

A pesquisa, publicada no periódico Chemosphere, teve como objetivo inicial a análise comparativa das respostas bioquímicas entre as espécies Oreochromis niloticus, ou tilápia-do-nilo, e Pterygoplichthys anisitsi, conhecido como cascudo marrom, após exposição controlada ao diesel de petróleo e ao biodiesel de sebo animal.

“Utilizamos a tilápia, que é um modelo em toxicologia e possui hábito nectônico, ou seja, por nadar na coluna d’água ela tem acesso a todos os compartimentos do ambiente aquático”, disse Almeida à Agência FAPESP.

Já o cascudo, espécie endêmica da América Latina, é bentônico. Está relacionado ao fundo do ambiente aquático, o que lhe permite maior contato com frações de combustível associadas a sedimentos.

“Nosso objetivo foi observar se, pelo hábito dos peixes, as respostas à exposição ao tipo de biodiesel testado seriam diferentes. Para isso, estudamos exposições de dois a sete dias nas duas espécies ao diesel derivado de petróleo com biodiesel B5 (contendo 5% de biodiesel), biodiesel B20 (contendo 20% de biodiesel) e biodiesel puro (100% de biodiesel), a 0,1 e 0,5 ml/L de água”, explicou.

"O B20, nas condições testadas, apresentou menos efeitos adversos do que o diesel de petróleo e do que o B5, o que pode indicar uma alternativa de combustível menos danoso do que o diesel. Entretanto, mesmo o biodiesel puro pode ativar respostas biomecânicas em peixes, nas condições experimentais testadas, indicando que esse combustível também pode representar um risco para a biota aquática", destaca o artigo.

Segundo Almeida, embora parte da origem do biodiesel seja renovável – óleos vegetais, gorduras animais, algas e materiais gordurosos –, pouco se sabe sobre os efeitos desse combustível, assim como seu grau de toxicidade, sobre a biota aquática.

O pesquisador, que está finalizando os estudos relacionados ao cascudo, adianta que, apesar dos hábitos diferenciados das duas espécies, as respostas dos animais são muito parecidas. “Existem somente pequenas variações nas atividades enzimáticas desses peixes”, disse.

“Observamos também que, quando misturados ao biodiesel, alguns metabólitos tóxicos do petrodiesel foram encontrados em concentrações levemente maiores na bile das tilápias do que nas análises dos animais expostos ao diesel de petróleo puro”, destacou.
Para Almeida, o biocombustível não está isento de toxicidade. Segundo os resultados apresentados no artigo, ele pode ocasionar, de forma mais agressiva que o diesel de petróleo, a oxidação nas membranas celulares das brânquias dos peixes.

“Isso sugere que os elementos naturais do biodiesel, especialmente os derivados de ácidos graxos, são facilmente absorvidos pelos peixes e, de certa forma, auxiliam a entrada de mais substâncias tóxicas do petrodiesel presentes na mistura, na ausência do biodiesel como ‘facilitador’ eram mais difíceis de serem absorvidas”, disse.

O artigo Biochemical biomarkers in Nile tilapia (Oreochromis niloticus) after short-term exposure to diesel oil, pure biodiesel and biodiesel blends (doi:10.1016/j.chemosphere.2011.05.037), de Eduardo Alves de Almeida e outros, pode ser lido na Chemosphere em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S004565351100590X

Por Mônica Pileggi

Fonte: Agência FAPESP 
http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/efeitos-biodiesel-peixes-211111.htm 

BSBios inaugura amanhã esmagadora em Passo Fundo

Apostando alto na produção de biocombustível, a BSBios, de Passo Fundo, inaugura amanhã uma unidade de processamento de grãos. O investimento de R$ 130 milhões é um passo importante para a consolidação do processo de verticalização da produção de biodiesel.

A nova unidade terá capacidade para processar 850 mil toneladas de soja/ano, o que, diz o presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella, representa cerca de 10% da produção de todo o Estado. Igualmente grandiosos serão os números da produção anual da esmagadora: 158,4 mil toneladas de óleo degomado – empregado na produção do biodiesel – e 660 mil toneladas de farelo. Uma iniciativa importante para a Bsbios, que deve fechar o ano com receita de R$ 1 bilhão em todas as unidades.

Fonte: Zero Hora 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Bactéria converte açúcar em biodiesel

A bactéria E. coli é conhecida por fazer parte da chamada "flora intestinal" do ser humano. Ela também é a vilã em muitos casos de intoxicação alimentar. Em breve, porém, ela pode ficar ainda mais famosa, mas por conta de seu potencial para o meio ambiente.

Já é sabido que a bactéria é capaz de converter açúcar em biodiesel (ou, para ser mais exato, em derivados similares à gasolina), mas o custo dessa transformação é alto demais. Cientistas da universidade norte americana de Stanford, porém, decidiram investigar se há uma maneira de transformar a conversão que a E. coli faz em um processo mais produtivo.
Os estudos indicaram que a bactéria possui um potencial de conversão grande e rentável. O mecanismo que transforma açúcar no precursor do biodiesel é poderoso, mas rigorosamente controlado pela célula. Isso significa que os comandos que teriam de ser enviados para a E. coli para que ela comece o processo em larga escala são muito específicos.
O conhecimento que se tem hoje sobre a bactéria não é suficiente para que os cientistas consigam entender como se daria o processo, mas os pesquisadores de Stanford foram capazes de isolar todas as partes que trabalham na conversão. Dessa maneira, o estudo do processo se torna mas eficaz - e evita que as próprias bactérias sejam danificadas.
O produto final do processo feito pela E. coli não é a gasolina ou o biodiesel que vai nos carros, mas é um antecessor desse combustível - e sem os conhecidos problemas que os combustíveis fósseis apresentam. Se os cientistas conseguirem manipular a produção a ponto de diminuir seu custo, o positivo impacto ambiental seria enorme.

Fonte: Info Online