terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uso de biocombustível em aviões provoca polêmica no México

A indústria da aviação do México está começando a usar biocombustíveis em seus tanques. Aviões da AeroMexico que fazem a rota entre a Costa Rica e a capital mexicana já usam uma mistura de combustíveis fósseis e outros à base de mamona. 
 
O esforço é uma tentativa de antecipar o setor à escassez dos combustíveis fósseis prevista para as próximas décadas e de tornar a indústria mais ecológica. 
No Estado de Chiapas, no sul do país, agricultores receberam estímulo do governo local para produzir a mamona usada como biocombustível. Eles afirmam que concretizar o projeto tem sido um desafio. Chiapas é uma das regiões mais pobres do México. 
Para alguns ambientalistas, no entanto, a alternativa usada pela indústria da aviação do México não é a mais ecológica. Eles reclamam que grande parte da água que poderia ser usada em lavouras de alimentos está sendo usada agora para produção da mamona, que não é comestível. No longo prazo, isso encareceria os preços dos alimentos e aumentaria a fome, segundo eles.

Fonte: BBC Brasil - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/biocombustivel-avioes-polemica-mexico-291111.htm 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Nanopartículas de biodiesel vão dos pulmões para o fígado

O biodiesel emite menos gases de efeito estufa, o que pode ser bom para o meio ambiente. Mas ele emite também nanopartículas de óxido de cério, o que pode ser muito ruim para a sua saúde.
Cientistas da Universidade Marshall (EUA) monitoraram a inalação dessas nanopartículas e descobriram que elas não ficam só nos pulmões, elas viajam até o fígado. E, segundo a equipe do Dr. Eric Blough, esse processo está associado a danos no fígado.
Nanopartículas de óxido de cério
O óxido de cério é usado como aditivo no biodiesel para aumentar sua eficiência nos motores e diminuir a emissão de poluentes - mas o próprio cério é despejado na atmosfera.
O estudo mostrou um aumento na concentração de cério no fígado de animais expostos às nanopartículas - quanto maior a inalação de fumaça, maior é a concentração do metal no fígado.
O aumento do metal no fígado está associado com o aumento de enzimas do fígado em circulação no sangue e dados histológicos consistentes com danos ao órgão.
O estudo também acende um sinal amarelo para outros usos das nanopartículas de óxido de cério.
Experimentos em laboratório mostraram que elas podem ter comportamentos similares aos antioxidantes o que levou alguns pesquisadores a sugerirem que elas possam ser úteis para o tratamento de doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e danos aos tecidos induzidos pela radiação.
Nanotoxicidade
"Dado o uso crescente de nanomateriais na indústria e nos produtos que compramos, é cada vez mais importante entendermos se essas substâncias podem ser danosas à saúde," disse o Dr. Blough.
Segundo o Dr. Siva Nalabotu, coordenador do estudo, isso é ainda mais importante quando se considera os efeitos potenciais dos nanomateriais sobre as funções celulares, algo que ainda não se compreende bem.
Estas pesquisas compreendem um ramo ainda emergente de pesquisas, conhecidas como nanotoxicidade.

Fonte: Diário da Saúde - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/nanoparticulas-pulmoes-figado-281111.htm 

domingo, 27 de novembro de 2011

Em cinco anos, venda de matéria-prima da agricultura familiar para produção de biodiesel aumenta 17 vezes


As compras pelas usinas de biodiesel de matéria prima da agricultura familiar no primeiro semestre deste ano somaram R$ 859 milhões. Até o final do ano, as vendas podem chegar a R$ 1,2 bilhão, 13% mais do que em 2010, quando o mercado deu um salto de 56% em relação a 2009: de R$ 677,34 milhões para R$ 1,058 bilhão. Se comparado com os R$ 68,57 milhões de 2006, o crescimento é de 17 vezes. 
De acordo com o coordenador de Biocombustiveis da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Marco Antônio Viana Leite, a consolidação da participação da agricultura familiar ocorre simultaneamente ao aumento do cooperativismo motivado pela demanda gerada pelas usinas. O número de cooperativas do Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel passou de quatro, em 2006, para as atuais 70.  
O Selo Combustível Social ocupa o espaço de outros fornecedores, pois as vendas crescem ano a ano mesmo sem um aumento da mistura com o derivado de petróleo, que continua em 5%. “Não há perspectiva de passar a 6% ainda, pois está sendo feito um trabalho de consolidar o Selo Social nos leilões antes de expandir o programa”, afirma Leite.  

Palma - Leite prevê que um salto será dado por volta de 2014, quando cerca de dois mil produtores entregarão as primeiras safras de óleo de palma (dendê), que estão sendo plantadas agora com apoio do programa. As palmeiras levam três anos para começar a produzir e há outros usos para óleo, principalmente como alimento, que terão prioridade sobre o combustível. 
A palma é a oleaginosa de maior produtividade de bioenergia, com um rendimento de 4 a 6 toneladas de óleo por hectare plantado. O incentivo está sendo oferecido para o plantio de 10 hectares por propriedade, nas regiões previstas pelo zoneamento da palma, sem derrubar mata nativa para a expansão da lavoura. 

Mamona - As compras de mamona, em sua maioria no Nordeste e Semiárido, passaram de R$ 5,1 milhões em 2008 (1,8% do total) para R$ 26,7 milhões em 2009 (3,8% do total) e para R$ 46,3 em 2010 (4,4% do total). Do total da área produzida de mamona no Brasil em 2010, quase 50% foi da agricultura familiar participante do programa.

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=79059 

sábado, 26 de novembro de 2011

Empresa vai transformar óleo alimentar em biodiesel


Uma empresa privada vai instalar no concelho de Amarante uma rede com 50 pontos de recolha de óleo alimentar usado para posterior transformação em biodiesel, anuncia hoje fonte da autarquia local.
 
Até ao final de Dezembro, no âmbito de um protocolo celebrado com a câmara, será disponibilizada à população cerca de meia centena de pontos de recolha, uma dezena dos quais junto a ecopontos.
Só na sede do concelho serão instalados oito equipamentos, designados pela empresa como "oleões", preparados para a recolha do óleo usado. No segundo polo urbano do concelho, Vila Meã, haverá dois equipamentos, em concreto nas freguesias de Real e Ataíde.
Segundo a fonte, "a deposição do óleo deverá ser feita numa garrafa de plástico devidamente fechada para evitar derrames".
Nos caso dos restaurantes que tenham uma grande capacidade de gerar óleos alimentares usados, os interessados podem utilizar recipientes de maior capacidade, podendo ser deixados nas instalações dos serviços urbanos da autarquia.
Cerca de mil litros de óleo alimentar podem gerar mais de 900 litros de biodiesel. Este tipo de combustível, segundo a empresa, apresenta índices de emissão de dióxido de carbono mais baixos do que o gasóleo.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2137565  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

No mercado da soja, o ano de 2011 vai deixar saudades


O ano de 2011 está indo embora com um cheiro de nostalgia no ar. Afinal, foi na colheita deste ano que o Brasil bateu o recorde mundial de produtividade média de soja, ao produzir 51,9 sacas de 60 quilos por hectare.
 
E como neste ano o preço médio de comercialização superou a marca de R$ 40 por saca na maioria das praças, chegando a R$ 50 no Sul do país, os produtores alcançaram uma das melhores rentabilidades da história.
Mas 2011 está terminando repleto de nuvens escuras no céu. Além de os preços da soja no mercado brasileiro continuarem caindo em plena entressafra -e dando sinais de que podem se aproximar dos menores valores do ano, registrados em abril-, eles acenam para lucratividade menor em 2012.
Diversos motivos apontam para a possibilidade de um 2012 menos lucrativo. O primeiro e mais importante é o mercado financeiro mundial.
Com a crise da dívida de países europeus e o enfraquecimento do euro, investidores migram para o dólar e tiram sustentação das commodities, num movimento oposto ao observado a partir do início de 2009.
Os fundos de investimento, que comandam grande parte da tendência do mercado desde o início da financeirização das commodities, ocorrida em meados da década passada, registravam, na última semana, a menor posição comprada desde março de 2009, com contratos equivalentes a 17 milhões de toneladas na Bolsa de Chicago.
Há pouco menos de cem dias, quando as cotações da soja superavam US$ 14 por bushel (27,2 quilos), eles tinham 40 milhões de toneladas. A queda foi resultado da aversão ao risco inspirada pela crise europeia.
Os fundamentos de oferta e de demanda também não ajudam. Pelo lado do consumo, o ritmo das exportações de soja dos EUA, que acabam de terminar a colheita e têm grande volume a comercializar, continua muito devagar.
Os negócios fechados nos dois primeiros meses da temporada comercial 2011/12, iniciada em setembro, não chegam a somar 20 milhões de toneladas, ante 30,7 milhões há um ano. A China, que até o mesmo período de 2010 já tinha comprado 19,1 milhões de toneladas, agora tem apenas 13,8 milhões comprados.
Pelo lado da oferta, o plantio caminha a passos largos na América do Sul, o que também dificulta o avanço das cotações, ainda mais levando-se em conta que o continente está aumentando a área cultivada com soja.
Para a saudade de 2011 ser completa, só falta o La Niña resultar em estiagem e quebra de safra no Sul do Brasil e na Argentina. Na safra passada, apesar do temor inspirado pelo fenômeno, as condições climáticas só ajudaram as lavouras.
FERNANDO MURARO JR. é engenheiro-agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas.

Fonte: Folha de São Paulo - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/mercado-soja-2011-saudades-221111.htm 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Biodiesel: ganhos ambientais, emprego e renda

Em 2010, o Brasil possuía uma frota de mais de 64 milhões de veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Desse total, cerca de 10,7 milhões eram movidos a diesel.
 
Desde o ano passado, 5% da mistura do combustível passou a ser composta também pelo biodiesel, produzido a partir do óleo de grãos e oleaginosas como a soja, a canola e até de gordura animal.
De olho no potencial do setor, muitas empresas vêm investindo na pesquisa e produção do biodiesel. Com isso, o Brasil deu um salto e tanto no segmento, passando de uma produção quase zero em 2005, para se tornar o segundo maior produtor de biodiesel em 2010 e o maior consumidor mundial. 
“Neste ano, devemos ultrapassar a Alemanha e nos tornarmos os primeiros em produção”, disse Manoel Teixeira Souza Júnior, chefe-geral da Embrapa Agroenergia, durante a Conferência Internacional do Biodiesel, que aconteceu no último dia 18 em São Paulo (SP). Ele explicou que hoje, 80% do biodiesel feito no Brasil provém do óleo de soja. “Mas algumas outras matérias-primas já vem sendo pesquisadas, como a macaúba e o pinhão manso”, disse.
Apesar dos estudos, Souza Júnior explicou que essas culturas ainda precisam ser melhor pesquisadas a fim de aproveitar ao máximo os potenciais produtivos de cada uma. “Já estamos trabalhando com o melhoramento de sementes, mas ainda temos um longo caminho a percorrer.” Com isso, a previsão do pesquisador é de que “a soja continue sendo a estrela da produção de biodiesel na próxima década”.
Diante da preocupação de alguns participantes do evento em existir competição entre a produção de alimentos e de biodiesel, Andre Faaj, da universidade de Utrecht, na Holanda, explicou que ambas têm seus espaços resguardados, já que “o biodiesel é um subproduto da cadeia produtiva da soja e outros produtos, não toma o lugar dos grãos produzidos para alimentação humana”. 
Exportações
Além de buscar novas matérias-primas, um dos desafios do Brasil está no mercado externo. Pelo menos é o que pensa Ricardo Borges Gomide, coordenador geral de desenvolvimento da produção e do mercado de combustíveis do Ministério de Minas e Energia. “Hoje nossa capacidade produtiva equivale ao dobro da demanda. Estamos no B5 (5% de biodiesel na mistura do diesel) e ainda não exportamos.” 
Ele explicou que a demanda do mercado interno cresceu 270% nos últimos anos enquanto a ociosidade da indústria continua em 50%, graças aos investimentos das empresas em infraestrutura. Para ele, investir no biodiesel é também estimular o desenvolvimento da agricultura familiar, já que muitas matérias-primas são cultivadas por pequenos produtores rurais. Julio Minelli, da Aprobio, calcula que com a capacidade ociosa da indústria do biodiesel, já é possível chegar a 10% (B10) na mistura com o diesel.
Selo Combustível Social
Criado pelo governo federal, o Selo de Combustível Social é dado a empresas que desenvolvem trabalhos que estimulam o desenvolvimento regional e promovem a inclusão social. Segundo Gomide, em 2010, 100 mil famílias participavam da cadeia produtiva do biodiesel. “Cerca de 80% da capacidade instalada para produção de biodiesel no Brasil tem o selo social”, explicou. Essa iniciativa faz parte do Programa Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB).
Assim, desde 2008, a Petrobrás Biocombustível trabalha com 64 mil famílias de agricultores, que recebem orientação, consultoria de gestão e manejo e até as sementes para o plantio. “Investir na cadeia do biodiesel é uma grande oportunidade para o desenvolvimento do Brasil, tanto de novas tecnologias, de logística, de sustentabilidade e renda para quem está no campo”, disse João Augusto Paiva, gerente geral da empresa.
A Vale começou a investir na produção de biodiesel para consumo próprio no Pará. Até 2014, a primeira planta de biodiesel da companhia estará a pleno vapor. A mineradora tem parceria com cerca de 2 mil famílias que plantam a palma, com orientação e respaldo da empresa. 
Segundo Ivo Lourenço Fouto, diretor de pesquisa e bioenergia da Vale, durante os 25 anos previstos para a duração do projeto, a empresa estima contribuir com a redução de 12 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera com o uso do biodiesel. “Queremos ter uma matriz energética verde, que signifique redução do impacto ambiental de nossas atividades e desenvolvimento econômico para os pequenos produtores”, disse.
Mineli, da Aprobio, explica que por meio do PNPB, já foram gerados cerca de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. “Além disso, o biodiesel tem redução de 50% nas emissões de poluentes, quando comparado ao diesel de combustível fóssil”, afirmou.
Ele estima que quando a mistura de biodiesel chegar a 20%, o Brasil beneficiará cerca de 500 mil famílias que vivem da agricultura. “Investir nessa produção também significa reduzir em 200 mil as internações e em 11 mil as mortes por ano no País, causadas por poluentes no ar. É também uma questão de saúde pública.”
Juliana Ribeiro
Fonte:  Sou Agro - http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/biodiesel-ganhos-ambientais-emprego-renda-221111.htm

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Efeitos do biodiesel em peixes

O biodiesel, embora seja menos poluente do que o diesel de petróleo – emite menor quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera –, também pode causar impactos significativos na biota marinha, dependendo da espécie atingida. Isso porque sua formulação possui elementos naturais que poderiam facilitar a absorção de substâncias tóxicas pelos animais.
 
É o que indica o estudo "(BIOEN-FAPESP) Petrodiesel vs Biodiesel: a comparative study on their toxic effects in nile tilapia and armoured catfishes", realizado pelo grupo do professor Eduardo Alves de Almeida no Departamento de Química e Ciências Ambientais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São José do Rio Preto (SP).

O biodiesel é um combustível derivado de fontes renováveis como óleos vegetais – entre os quais mamona, dendê, girassol, babaçu, soja e algodão – ou de gorduras animais que, estimulados por um catalisador, reagem, principalmente com o metanol, gerando ésteres metílicos dos ácidos graxos presentes nesses óleos.

A pesquisa, publicada no periódico Chemosphere, teve como objetivo inicial a análise comparativa das respostas bioquímicas entre as espécies Oreochromis niloticus, ou tilápia-do-nilo, e Pterygoplichthys anisitsi, conhecido como cascudo marrom, após exposição controlada ao diesel de petróleo e ao biodiesel de sebo animal.

“Utilizamos a tilápia, que é um modelo em toxicologia e possui hábito nectônico, ou seja, por nadar na coluna d’água ela tem acesso a todos os compartimentos do ambiente aquático”, disse Almeida à Agência FAPESP.

Já o cascudo, espécie endêmica da América Latina, é bentônico. Está relacionado ao fundo do ambiente aquático, o que lhe permite maior contato com frações de combustível associadas a sedimentos.

“Nosso objetivo foi observar se, pelo hábito dos peixes, as respostas à exposição ao tipo de biodiesel testado seriam diferentes. Para isso, estudamos exposições de dois a sete dias nas duas espécies ao diesel derivado de petróleo com biodiesel B5 (contendo 5% de biodiesel), biodiesel B20 (contendo 20% de biodiesel) e biodiesel puro (100% de biodiesel), a 0,1 e 0,5 ml/L de água”, explicou.

"O B20, nas condições testadas, apresentou menos efeitos adversos do que o diesel de petróleo e do que o B5, o que pode indicar uma alternativa de combustível menos danoso do que o diesel. Entretanto, mesmo o biodiesel puro pode ativar respostas biomecânicas em peixes, nas condições experimentais testadas, indicando que esse combustível também pode representar um risco para a biota aquática", destaca o artigo.

Segundo Almeida, embora parte da origem do biodiesel seja renovável – óleos vegetais, gorduras animais, algas e materiais gordurosos –, pouco se sabe sobre os efeitos desse combustível, assim como seu grau de toxicidade, sobre a biota aquática.

O pesquisador, que está finalizando os estudos relacionados ao cascudo, adianta que, apesar dos hábitos diferenciados das duas espécies, as respostas dos animais são muito parecidas. “Existem somente pequenas variações nas atividades enzimáticas desses peixes”, disse.

“Observamos também que, quando misturados ao biodiesel, alguns metabólitos tóxicos do petrodiesel foram encontrados em concentrações levemente maiores na bile das tilápias do que nas análises dos animais expostos ao diesel de petróleo puro”, destacou.
Para Almeida, o biocombustível não está isento de toxicidade. Segundo os resultados apresentados no artigo, ele pode ocasionar, de forma mais agressiva que o diesel de petróleo, a oxidação nas membranas celulares das brânquias dos peixes.

“Isso sugere que os elementos naturais do biodiesel, especialmente os derivados de ácidos graxos, são facilmente absorvidos pelos peixes e, de certa forma, auxiliam a entrada de mais substâncias tóxicas do petrodiesel presentes na mistura, na ausência do biodiesel como ‘facilitador’ eram mais difíceis de serem absorvidas”, disse.

O artigo Biochemical biomarkers in Nile tilapia (Oreochromis niloticus) after short-term exposure to diesel oil, pure biodiesel and biodiesel blends (doi:10.1016/j.chemosphere.2011.05.037), de Eduardo Alves de Almeida e outros, pode ser lido na Chemosphere em www.sciencedirect.com/science/article/pii/S004565351100590X

Por Mônica Pileggi

Fonte: Agência FAPESP 
http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/efeitos-biodiesel-peixes-211111.htm 

BSBios inaugura amanhã esmagadora em Passo Fundo

Apostando alto na produção de biocombustível, a BSBios, de Passo Fundo, inaugura amanhã uma unidade de processamento de grãos. O investimento de R$ 130 milhões é um passo importante para a consolidação do processo de verticalização da produção de biodiesel.

A nova unidade terá capacidade para processar 850 mil toneladas de soja/ano, o que, diz o presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella, representa cerca de 10% da produção de todo o Estado. Igualmente grandiosos serão os números da produção anual da esmagadora: 158,4 mil toneladas de óleo degomado – empregado na produção do biodiesel – e 660 mil toneladas de farelo. Uma iniciativa importante para a Bsbios, que deve fechar o ano com receita de R$ 1 bilhão em todas as unidades.

Fonte: Zero Hora