sexta-feira, 23 de março de 2012

O uso de biocombustíveis em aviões

Representantes da FAPESP, Boeing e Embraer participaram nos dias 29 de fevereiro e 1º de março na sede da Fundação, em São Paulo, de uma reunião preparativa para a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação comercial envolvendo as três instituições.

O acordo entre as instituições, assinado em outubro de 2011, prevê a construção no Estado de São Paulo de um centro de pesquisa focado no desenvolvimento de biocombustível sustentável para aviação, que será baseado no modelo dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs), da FAPESP, voltados para desenvolver pesquisas na fronteira do conhecimento.
De modo a criar o centro, inicialmente será realizado um estudo, com duração prevista entre 9 e 12 meses, para o levantamento das possibilidades e dos principais desafios sociais, econômicos, científicos e tecnológicos de diferentes rotas tecnológicas para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação no Brasil e para definir os investimentos que deverão ser realizados pelos participantes do projeto.
O estudo será orientado por uma série de oito workshops públicos a serem realizados ao longo de 2012 para coleta de dados. As informações serão fornecidas por diferentes integrantes da cadeia produtiva de biocombustíveis e por um Conselho Consultivo Estratégico.
O Conselho será composto por empresas aéreas, produtores e fornecedores de combustível, pesquisadores e representantes do governo, entre outros atores, que poderão exercer um importante papel tanto na implantação como na regulação dessa nova indústria. Em uma fase final do estudo, a FAPESP lançará uma chamada especial de propostas para o estabelecimento do Centro.
Além dos representantes da FAPESP, Boeing e Embraer, participaram do encontro organizativo representantes de empresas que irão colaborar e participar ativamente do projeto, incluindo seu financiamento.
Durante a reunião, os participantes definiram a realização do primeiro workshop, que está previsto para ocorrer nos dias 25 e 26 de abril na sede da FAPESP.
Os demais workshops deverão ocorrer em Piracicaba, Campinas, Brasília e São José dos Campos, em instituições como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Estamos terminando a etapa de planejamento do projeto, decidindo questões metodológicas, orçamentárias e contratuais, para darmos início aos workshops”, disse Luís Augusto Barbosa Cortez, coordenador-adjunto de Programas Especiais da FAPESP à Agência FAPESP.
O pesquisador é um dos coordenadores do projeto, juntamente com Francisco Emilio Baccaro Nigro, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT).
Na opinião de Cortez, os maiores desafios para o desenvolvimento de um biocombustível para aviação estão ligados à questão da sustentabilidade. “Os maiores problemas estão mais na produção e conversão da biomassa”, afirmou.
“Será preciso produzir esses biocombustíveis a um custo competitivo e com sustentabilidade socioambiental, utilizando os recursos agrícolas racionalmente e de forma a melhorar as condições de vida das pessoas envolvidas com essa atividade”, disse.
Já na parte tecnológica, o maior desafio dos pesquisadores será desenvolver um biocombustível com as especificações do querosene utilizado atualmente na aviação e que possa substituí-lo, sem a necessidade de realizar modificações nas turbinas das aeronaves, que seguem um padrão internacional.
Matérias-primas e tecnologias
Até agora, as experiências no Brasil para o desenvolvimento de biocombustíveis, incluindo para fins automotivo e para aviação agrícola, por exemplo, foram por meio da adaptação do motor ao combustível.
No caso do biocombustível para aviação comercial, de acordo com pesquisadores envolvidos no projeto, será preciso inverter essa ordem, adaptando o biocombustível ao motor. Entretanto, na avaliação de Cortez, esse desafio ainda é “menor” dos que os ligados à questão agrícola.
“Essa questão técnica de chegar a um ajuste fino de um biocombustível que possa substituir o querosene na aviação comercial não é tão crítico como os da produção e conversão da biomassa”, avaliou.
Segundo Cortez, diferentes matérias-primas – além da cana-de-açúcar – e diversas rotas tecnológicas serão estudadas durante o projeto para se chegar a um biocombustível que substitua o querosene na aviação comercial.
“Não seremos refém de apenas uma rota tecnológica. A ideia do projeto é ter várias possibilidades, porque cada região no mundo tem sua própria vocação agrícola, que está atrelada a diferentes processos”, disse.
Fonte: Elton Alisson 

Oficina de Biodiesel - Encontro 2 - Grupo Picada Café

No dia 16 de março, foi realizado o segundo encontro do grupo de estudantes da cidade de Picada Café. Nesse encontro, os alunos realizaram as atividades previstas no cronograma da oficina, como obter o biodiesel a partir da transesterificação do óleo de soja em meio alcalino. Também, foi apresentado aos participantes a extração do óleo da semente de nabo forrageiro através de Soxhlet.












quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Agricultura familiar fatura R$ 1,4 bi em oleaginosas para biodiesel

O Programa Nacional de Uso e Produção do Biodiesel (PNPB) fecha 2011 com números expressivos para a agricultura familiar. A estimativa é de que o ano termine com R$ 1,4 bilhão em faturamento da agricultura familiar em vendas de oleaginosas para as usinas de biodiesel. 

O valor representa um crescimento de 32% em relação ao ano de 2010 (com faturamento de R$ 1,058 bilhão). A aquisição de matéria prima do combustível (grãos e óleos) atingiu R$ 1,15 bilhão nos três primeiros trimestres deste ano.

Fonte: Assessoria MDA. http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/agricultura-familiar-fatura-r1-bi-oleaginosas-biodiesel-231211.htm 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Oficina de Biodiesel - Encontros 3 e 4


Trago hoje alguns momentos dos participantes da Oficina de Biodiesel durante os encontros 3 e 4. Nesses encontros os alunos desenvolveram as atividades de analisar o biodiesel obtido no encontro 2 química e fisicamente. Foram analisados o teor de sabão, acidez, a viscosidade relativa e a emissão de gases durante a combustão do biodiesel. 
 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Oficina de Biodiesel - Encontro 2 - Grupo 3

Como está apresentado no Cronograma da Oficina de Biodiesel, o projeto é estruturado com 4 encontros por grupo que participa da Oficina. Durante o encontro 2 do grupo 3, foram registrados alguns momentos dos participantes, onde os alunos obtiveram o biodiesel através da reação de transesterificação, e também, realizaram a extração do óleo da semente de nabo forrageiro com a utilização de solvente.
 


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Embrapa e Ubrabio estabelecem acordo para pesquisas sobre biodiesel

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) assinaram um termo de cooperação, ontem, em Brasília (DF). Com duração de cinco anos, o acordo prevê a colaboração entre as entidades em pesquisas e programas de desenvolvimento do biodiesel. As ações poderão incluir estudos sobre matérias-primas de origem agropecuária, bem como processos industriais e aproveitamento de resíduos e coprodutos. O acordo também permite a cooperação para viabilizar a aplicação prática do conhecimento técnico-científico que vier a ser gerado. 
 
Representantes das duas entidades apontaram a iniciativa como um instrumento de aproximação entre o setor produtivo e a pesquisa energética. Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, o convênio será uma ferramenta para identificar os gargalos do setor produtivo em que a pesquisa precisa atuar. O documento vai ao encontro do esforço da instituição para estreitar suas relações com a iniciativa privada. “A Embrapa é conhecida pela tecnologia que gera e, às vezes, as pessoas não se dão conta do nosso trabalho de gestão”, comentou Arraes, referindo-se às ações de coordenação de esforços e articulação de parcerias da instituição. 
O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, lembrou que, nos últimos anos, a produção de biodiesel teve impacto econômico e social no Brasil. Dados de um estudo realizado pela própria Ubrabio e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que, de 2005 a 2010, a cadeia produtiva do biodiesel gerou 1,3 milhão de empregos. Embora apenas 20% do volume de matérias-primas venha da agricultura familiar, já há 103 mil famílias fornecendo grãos para as usinas. Além disso, o biodiesel contribui para a redução da poluição do ar nas grandes cidades. Ainda de acordo com o estudo Ubrabio/FGV, a adição de 10% de biodiesel ao diesel comum evitou 1321 internações e 188 mortes só na cidade de São Paulo, em 2007. “Temos que discutir com os diferentes representantes da sociedade quais eixos da atividade têm que ser desenvolvidos para que o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel extrapole o estágio atual e continue gerando benefícios para o País”, afirmou o presidente da Ubrabio. 
O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior, contou que as entidades já estão agendando reuniões para o início de 2012, para definir ações prioritárias e conjuntamente buscar recursos para viabilizá-las. Ele espera que o apoio da Ubrabio desde a etapa inicial dos projetos dê-lhes maior chance de resolver os problemas do setor produtivo. 
Na opinião do diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, uma das frentes em que a entidade pode colaborar é exatamente na transferência de conhecimentos. “Muitas tecnologias já estão desenvolvidas, mas ainda não estão disponíveis no campo”, afirmou. Ferrés, da Ubrabio, disse que a estrutura da entidade e de suas empresas associadas, assim como a da Embrapa, pode ser usada para difundir conhecimento, principalmente para as regiões brasileiras mais distantes ou menos desenvolvidas.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br/agronoticias/mostra.php?id=48391 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Biodiesel no supermercado


O Carrefour, em parceria com o Cargill, lançou nesta quarta-feira (7/12) um projeto de captação de óleo vegetal usado e posterior transformação em biodiesel nas nove lojas do supermercado na região metropolitana do Rio de Janeiro. A iniciativa é um extensão do projeto desenvolvido em São Paulo, que já resultou no recolhimento e transformação em B100 de aproximadamente 211 mil litros de óleo vegetal utilizado em frituras. 
 
O óleo coletado nas lojas do Carrefour pela Cargill é transportado para a companhia SOS Óleo vegetal e transformado em B100 e glicerina. A empresa pode então vender o biocombustível a preços mais acessíveis para outras empresas e cooperativas.
A companhia SOS não tem nenhum custo na aquisição do óleo, mas deve arcar com os gastos de logística e na transformação propriamente dita em biodiesel. A companhia utiliza para isso a tecnologia criada pela gaúcha Biotechnos, responsável pela idealização e montagem de mini usinas móveis de biodiesel capazes de processar entre 500 e 1.000 litros de óleo a cada oito horas. 
O Carrefour pretende expandir o projeto para as lojas de Minas Gerais até o primeiro trimestre de 2012 e até o resto do país, no final no próximo ano. O projeto foi arquitetado pelo Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais do Estado do Rio de Janeiro (Prove), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente. 

Fonte: http://www.energiahoje.com.br/online/biocombustiveis/biodiesel/2011/12/07/443917/biodiesel-no-supermercado.html 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Empresa baiana lança nova variedade de mamona

O cultivo da mamona é uma das alternativas mais estáveis para o sistema produtivo dos agricultores familiares do semiárido baiano. Com o intuito de fortalecer esse cenário, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A (EBDA), vinculada a Secretaria da Agricultura (Seagri), lançou uma nova variedade de mamona, a EBDA MPA 34, recomendada para agricultura familiar. 
A nova cultivar, desenvolvida por pesquisadores e técnicos da EBDA, chega a ser 20% mais produtiva do que outras variedades similares, como a Nordestina e a Paraguaçu. A EBDA MPA 34 também é totalmente adaptada ao clima do semiárido baiano e possui um fácil manejo, pois, apesar de ser de porte alto, os cachos ficam ao alcance das mãos na época da colheita. 
O coordenador do programa de biodiesel da EBDA, Valfredo Vilela, explica que experimentos de campo desenvolvidos entre 2009 e 2010 por técnicos da Empresa, em parceria com agricultores familiares, apontam diversos diferenciais positivos na EBDA MPA 34.
– A cultivar apresenta um alto grau de esgalhamento precoce: enquanto as similares levam cerca de 48 dias para começar a criar galhos, a MPA 34 esgalha com apenas 15 dias – ressalta o técnico. Ele aponta também que a nova variedade é semideiscente, o que significa que o fruto não abre no campo, mas tem facilidade em abrir no beneficiamento, uma característica considerada ideal para a mamona. 
O técnico ainda explica que a nova variedade está sendo recomendada para agricultores de toda região do semiárido baiano e norte de Minas Gerais, especialmente para a região de Irecê, na Bahia, pólo produtor da oleaginosa. 
– A indicação é que os agricultores plantem a EBDA MPA 34 em consórcio com milho e feijão, para garantir a segurança alimentar e um menor desgaste dos recursos ambientais – explica Vilela. 
Segundo o coordenador do Programa Semeando na EBDA, Edson Alva, já estão sendo produzidas sementes da nova variedade de oleaginosa na região de Irecê. 
– As sementes serão distribuídas já na próxima safra, em 2012. A estimativa é de que 15 toneladas de sementes sejam direcionadas para os agricultores familiares – ressalta Alva.

Fonte: http://www.biodieselbr.com/noticias/em-foco/empresa-variedade-mamona-051211.htm